quarta-feira, 6 de maio de 2009

Penny Lane: Insônia (parte 2 de 3)


Vale a pena arriscar uma amizade por um amor improvável?

Essa pergunta rondava Jude todas as noites quando recostava a cabeça no travesseiro para dormir, e todas as manhãs ao acordar, a resposta para tal indagação ainda não havia sido encontrada.
Penny o amava do mesmo jeito que ele a amava antigamente, um amor estruturado na amizade.
Jude pensava como tudo teria sido mais fácil se eles não fossem amigos, ele só teria que se distanciar da amada até conseguir controlar e reprimir os seus sentimentos, mas com Penny isso não era possível, como poderia jogar fora uma amizade que tanto prezava.

Imaginar-se ao lado de sua amada era uma imagem tão surreal e improvável, o amor e a razão não andam juntos e Jude tinha consciência disso, mas persistia em tentar controlar o impulso de falar “eu te amo” sempre que possível.

Sem saber como se portar diante de tal situação, Jude decidiu recorrer aos conselhos de seu amigo John, na esperança que seu camarada pudesse ajudar.
Os dois sentaram-se para almoçar juntos e quando Jude tomou coragem para confidenciar ao amigo o que estava sentindo, aconteceu o inesperado, John desatinou a falar sem parar, e confabulou por quinze minutos sem intervalos usando de uma linha de pensamento difusa e desconecta, apenas largando idéias desordenadamente, mas Jude só entendeu o que realmente era importante...

...John disse: Estou apaixonado por Penny lane e não sei o que fazer...

Continua...


by: Cássio

domingo, 3 de maio de 2009

Penny Lane: Perfeição (parte 1 de 3)


Esta é a história de Jude, um garoto comum que certo dia encontrou o mais singular dos sentimentos...o amor, e com auxilio deste, mergulhou num mar que promete alegrias, mas que somente lhe trouxe dor.

Perfeita...Essa é a palavra que martelava na cabeça de Jude cada vez que mirava Penny Lane e seus lindos olhos verdes.
Logo ele que sempre riu e debochou do amor, agora estava incondicionalmente refém deste, quem diria que Jude, um dia, compreenderia o real significado do amor.
Penny Lane era linda aos olhos de qualquer um, com seu cabelo loiro e sua pele branca como uma perola, aquela expressão angelical capaz de parar o mundo e acelerar o coração de Jude, chegando a beirar um infarto de amor.
Mas Penny não se limitava a um lindo rosto, sua dita beleza interior era tão bela ou mais do que a exterior, por isso que a mescla das duas partes que formavam a amada de Jude, somente poderia ser descrita através da palavra “perfeita”.

Será que existe um final feliz esperando por mim?

Continua...

By: Cássio

terça-feira, 28 de abril de 2009

I can try with a little help from my friends


Todos têm amigos, embora nem todos tenham amigos de verdade, aqueles para vida toda.
Durante nossa vida acumulamos muitas amizades, mas nem todas elas são duradouras, visto que, por muitas vezes, acabamos transferindo uma pessoa do hall de amigos para a seção dos conhecidos, esse processo ocorre porquê tomamos rumos tão divergentes em nossas vidas que a amizade “se extingui”.
Mas há um grupo de pessoas que está presente para nos acompanhar em todos os caminhos que tomamos, essas pessoas são os poucos e bons amigos para vida inteira.

Os beatles cantavam: eu me viro com uma pequena ajuda dos meus amigos...
Eis uma grande verdade, quando passamos por dificuldades nossos amigos estão lá para dar suporte e conselhos.Por isso ter amigos é essencial, tem quem julgue uma vida de solidão aquela que é desprovida de uma companheira, eu discordo...uma vida solitária é uma vida sem amigos!

by: Cássio

domingo, 26 de abril de 2009

Era uma vez um ateu (parte 2)


Epicuro certa vez disse que:

“Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer, é invejoso, o que, do mesmo modo é contrário a Deus. Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto, nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então a existência dos males? Por que razão é que não os impede?”

Eu respondo a pergunta final de Epicuro, Deus não impede os males por que não existe!

Muita gente enxerga como sendo uma benção de Deus qualquer coisa benéfica que aconteça na sua vida, por exemplo, Maria estava doente semana passada, mas hoje já se senti melhor...
Se você falar com a Maria ela vai dizer: Graças a deus eu estou melhor agora...
(considerando obviamente que Maria acredita veementemente na existe do tal Deus).
Eu tenho consciência que é apenas uma expressão popular, e que muitas vezes é proferida sem uma conotação religiosa forte, mas quando eu escuto isso, eu me pergunto por que deus só é lembrado quando algo de bom acontece? Eu não escuto alguém falar que está doente por castigo de deus, ele só é responsável pelo o que conquistamos, ou seja, vencemos com deus ou perdemos sozinhos.

Acho coerente eu expor um pouco a minha opinião a respeito da igreja, tentarei ser “comedido” para não ofender ninguém.

Nós teríamos um mundo melhor se não existe a tal da igreja, mas como nada é perfeito, já me contento com o fato dela não ter o poder que um dia teve sobre o povo,se dependêssemos da igreja, seriamos todos uns tolos sem cultura e direito algum, por que a igreja nada mais é que um instrumento de manipulação das massas através da fé.(minha opinião, não querer concordar tudo bem).
Uma instituição que usava de simonia e indulgências para enganar e roubar o pouco dinheiro de pessoas miseráveis e alienadas, não merece o meu respeito.
O que eu não entendo, é que diante de tantos FATOS como esses, tem gente que dentro da igreja acredita que está mais próxima de deus.

By:Cássio

"É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho."

Epicuro

“Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo”

Friedrich Nietzsche


Tenho uma modificação para um famoso ditado...

“A voz do povo é o ápice da ignorância”

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Era uma vez um ateu... (Parte 1)



Confesso que pensei bastante antes de resolver escrever sobre religião (ou sua ausência), já que esse é sempre um tema que gera muitas discussões.Não vou pedir que concordem com o que irei escrever, apenas peço que respeitem a minha liberdade de escolher no que acredito ou não, assim como respeito quem tem uma opinião divergente da minha.
Não acredito em deus, e dificilmente alguém me provará o contrário, digo isso porque o que muitos consideram como provas da existência de deus, eu considero como uma prova de ingenuidade humana. Já ouvi que a bíblia é uma prova de que deus existe,daí eu perguntei...como um livro escrito por pessoas pode ser prova de algo? Em resposta, eu tive que escutar que ia ser muito estranho se deus simplesmente fizesse a bíblia do nada, então ele usou mãos humanas para essa tarefa, ou seja, ele pode criar o ser humano e o universo do nada...mas não pode fazer um livro sozinho.Temos que levar em conta também que a bíblia certamente já teve diversas modificações ao longo da história, vai ver deus quis dar uma atualizada de tempos em tempos...

Deus nada mais é do que um tapa buracos, uma tentativa de responder às perguntas que não sabemos, como por exemplo o tamanho do universo. Eu particularmente prefiro ter o pé no chão e admitir que não tenho respostas para essas perguntas do que me enganar com algo 100% abstrato como deus, mas essa necessidade de resposta para os fenômenos incompreendidos vem desde sempre, os gregos acreditavam em vários deuses, uma pseudo resposta para várias coisas das quais não tinham domínio.
Caso me apresentem algo concreto que prove a existência desse ser divino, eu certamente admitirei que errei ao não crer nele antes, só que insistem em me apresentar provas sem nenhuma consistência.

By:Cássio

Esse é o fim da parte 1, daqui a dois dias postarei à segunda parte com o resto do meu texto, já que ele ficou muito extenso.

Obs: Quem quiser pode comentar agora, mas eu acho mais coerente esperar a conclusão do texto.

sábado, 18 de abril de 2009

A maldição do "se"



Acredito que não sou a única pessoa a sofrer do mal do “se”, rotineiramente me questiono sobre o “se” de algumas decisões que tomei, se eu tivesse feito isso ou aquilo, tomado o caminho da direita ao invés da esquerda, será que minha vida seria melhor se eu tivesse dito mais sim do que não?
Eu tento me livrar desse hábito, visto que eu não posso mudar o passado e nunca saberei o “se” das coisas que tanto me afligem, mas é extremamente difícil não questionar minhas decisões quando elas se provam errôneas.
O certo é pensar no presente em prol do futuro e esquecer o pretérito imperfeito do subjuntivo, mas volta e meia o “se” me procura e enche minha mente de situações hipotéticas que nunca irão se concretizar, pois já passaram do prazo de validade.
A única maneira de escapar dessa maldição é ter uma vida sem arrependimentos, o que para mim, pelo menos, não é algo plausível.Usando de uma linguagem não tão rebuscada e mais popular, nós só vemos a merda quando ela começa a feder, ou seja, eu não posso prever quando o próximo “se” irá me atormentar, somente posso esperar e torcer pra ele na minha porta nunca mais bater...
by: Cássio

quinta-feira, 16 de abril de 2009

οὐ τόπος


O anarquismo é constantemente confundido como sendo um sinônimo do caos, o que não é verdade posto que anarquismo significa “sem governantes”, ou seja, os anarquistas primam pela ausência do governo (leia-se qualquer domínio de uma classe social sobre outra) e não da ordem.
No papel o anarquismo nos mostra uma sociedade ideal, onde não existe injustiça social, ou qualquer outra forma de desequilíbrio entre a sociedade, por esses motivos o anarquismo é uma utopia.
Uma sociedade onde todos são dotados de consciência social é praticamente impossível, e pedir para o homem não ser egoísta é a mesma coisa que pedir para ele não ser humano.
Dentre as vertentes existentes no anarquismo, existe uma que gera muita controvérsia, intitulada de anarco-individualismo, que pode ser considerado a face egoísta do anarquismo.Essa “área” da ideologia anárquica foi inspirada nas idéias de Max Stirner, que dizia: “A única regra sou eu”.
Max falava que era preciso atacar tudo o que contrariasse à vontade do indivíduo e evitar qualquer tipo de vinculo, não custa nada eu frisar que assim como as outras faces do anarquismo, o anarco-individualismo é impraticável para quem vive em sociedade.O jeito é continuar no nosso velho, e não muito bom, sistema capitalista.
Não somos perfeitos e vivemos da realidade, logo não podemos ter um sistema perfeito e surreal.
by:Cássio